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Apartamentos na planta são grandes oportunidades de negócio

Estoque baixo e grande oportunidade para lançamentos de apartamentos na planta: esse foi um dos destaques da pesquisa “Oferta e Demanda Imobiliária de Londrina 2019”, apresentada pelo sócio diretor da Brain, Fábio Araújo. O evento, realizado pelo Sebrae, com o apoio do Sinduscon e da Icon, reuniu empresários da construção civil na manhã desta sexta (06/11) no Sebrae.



De acordo com Araújo, a necessidade de apartamentos na planta é uma condição gerada pela descapitalização das pessoas, que agora precisam de mais tempo para pagar o imóvel por meio de parcelamento.  As maiores oportunidades identificadas pela pesquisa são os apartamentos standart, de R$ 190 a R$ 400 mil e também os de padrão médio, de R$ 400 a R$ 700 mil, além do Minha Casa, Minha Vida. Os locais de maior procura para os apartamentos standart e médio são as regiões central, Gleba Palhano e Interlagos.



Também chamou a atenção de Araújo o bom desempenho de empreendimentos comerciais na cidade que, segundo ele, estaria acima da média do País. E ainda a baixa proporção de imóveis próprios, condição similar à de Maringá. Para ele, a principal particularidade de Londrina, quando comparada a outras cidades do interior do Brasil, é ter conseguido criar um bairro de classe média alta vertical. “Isso é ultra raro nas cidades do interior. Em geral, a verticalização existe apenas no centro”, observa.



Araújo recomendou cuidado com o que se lê na grande mídia em relação ao perfil do consumidor. “Não é verdade que todo mundo quer imóvel compacto ou quer morar de aluguel”, avisa, justificando que essa é uma ideia que algumas empresas querem vender – e fazem isso muito bem por meio de seu marketing. “A cultura do interior é muito diferente das grandes cidades”, esclarece.



O que realmente é um fato, segundo ele, é a tendência à diminuição do tamanho do imóvel tanto para lote quanto para apartamento. “Mas não acredito em tendência de imóveis compactos em Londrina”, diz.



Sobre a expectativa para 2020, Araújo é otimista. “Tem tudo para ser o melhor ano dos últimos 10 para o mercado imobiliário;  'IPCA mais taxa fixa' já representa mais de 50% do financiamento dos bancos hoje, reduzindo muito o valor da prestação.” Entretanto, ele recomenda cautela aos empresários. “Crises longas mudam o comportamento das pessoas. Quem tomava café espresso se acostumou a tomar café coado e vai demorar a voltar para o espresso. Ou seja, as pessoas se tornaram mais críticas no sentido econômico. O mercado potencial é enorme. Existe demanda reprimida. Mas cuidem do custo.”



Por Rosângela Vale