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Candidato à presidência do CREA-PR visita Sinduscon

O candidato à presidência do CREA- PR, o engenheiro Ricardo Rocha, foi recebido por diretores e pelo presidente do Sinduscon Paraná Norte, Rodrigo Zacaria, na sede da entidade. Na ocasião, ele apresentou suas propostas e ouviu as demandas locais da categoria.



Rocha se formou na Universidade Estadual de Londrina e trabalhou na extinta Construtora Brasília por dois anos. Fez Mestrado em Florianópolis, na área de planejamento de obras, em Engenharia de Produção. Logo depois, foi convidado a participar da criação do curso de Engenharia Civil da Unioeste, em Cascavel. Ocupou as funções de professor, chefe de departamento, diretor de centro e reitor. “Minha ligação com o Sinduscon e com a Associação de Engenheiros começou ali; o curso nasceu lá dentro,” conta. Depois de sair para fazer Doutorado, Rocha voltou à Cascavel em 2010 e passou a participar ativamente do setor, destacando-se como presidente da Associação de Engenheiros.



Entre as suas propostas para o trabalho à frente do CREA-PR está o compromisso de manter e ampliar o Comitê de Combate à Informalidade, assim como a questão dos colégios empresariais.  Para o candidato, o Conselho não deve criar barreiras, mas garantir o exercício profissional. “Temos que ter ARTs mais abrangentes. O importante é garantir o exercício da profissão e que os engenheiros, agrônomos e geólogos ocupem os espaços.”



A questão da desburocratização foi um dos temas trazidos à mesa pelos diretores. Rocha citou um trabalho que vem sendo feito no Oeste do Paraná, via Sinduscon, Associação dos Engenheiros e associação dos municípios, que criaram um Comitê de Modernização da Gestão Pública. A ideia é reunir bombeiros e prefeituras para criar um padrão simplificado e único que permita celeridade nos projetos, tendo o CREA como moderador.



Outro assunto discutido na ocasião foi a formação profissional. Zacaria citou o CEFET, que era conhecido no Paraná como referência no ensino técnico. “Acho que ninguém avaliou, mas toda vez que é fechado um ensino técnico de excelência estamos perdendo. As federais tecnológicas não são a mesma coisa”, avaliou, apontando a falta de qualidade de mão de obra no setor da construção.



A questão do ensino à distância nos cursos de Engenharia também preocupa os diretores. E não apenas por formar engenheiros sem a vivência da parte prática da profissão. Mas por exigir mestres e doutores que, da mesma forma, não têm a experiência profissional. Para Rocha, esse é um ponto pacífico. “Não dá para admitir que nossos cursos de graduação sejam feitos 100% à distância.”